Por motivo de luto pela morte do Ronaldo Paiva, as atividades no blog da Pró Palmeiras estarão suspensas até semana que vem.
Aos queridos amigos, comunico que a Missa de 7º dia do Ronaldo será neste sabado, dia 24 de maio de 2008, as 18:30, na Igreja Santa Rosa de Lima.
Endereço: Rua Apiacas, 250 - Perdizes.
Agradeço a todos pelas mensagens de carinho recebidas.
Maria Angelina, Mariana e Marcela.
Aos amigos do papai..
Quero comunicar que o velório e o enterro será no cemitério da Paz - Morumbi.
O velório provavelmente por volta das 16 horas de hoje - 18/05/2008 - e o enterro será as 9 horas de segunda feira - dia 19/05/2008.
Peço que avisem a todos os nossos amigos.
Obrigada,
Mariana e Marcela
Hoje quem está aqui postando é a filha do Ronaldo. Pra quem não sabe meu nome, Mariana. Infelizmente, eu não venho dar uma notícia boa, e sim uma que acaba com meu coração cada vez que eu tenho que da-la. O papai faleceu. Por volta das 11 da noite do dia 17 de maio de 2008, ele virou um anjinho.
Mais tarde, aviso onde sera o velorio e o enterro.
INGRESSOS
Por Sylvio Mukay
Advogado
ONG Pró Palmeiras
Sejamos francos, a grande notícia que está movimentando os palmeirenses não é o inicio claudicante do Palmeiras no Brasileirão, não é nem mais a conquista do título paulista.
O grande tema dos palmeirenses é o que se refere aos ingressos, seja pelos inúmeros problemas de distribuição na fase final do paulista, seja o aumento absurdo do preço no primeiro jogo do Palmeiras em sua casa no Campeonato Brasileiro.
Utilizando-se de um dos argumentos mais absurdos para justificar tal aumento a diretoria do Palmeiras, por meio de declaração do Vice-Presidente Ebem Gualtieri, expôs que este decorreu de uma política deliberada de “elitização” do público freqüentador do Estádio.
Cabe aqui a pergunta: como se pode “elitizar” algo se o que se oferece é plenamente abaixo do razoável para um valor tão caro?
Pagar R$ 40,00 (quarenta reais) por uma arquibancada que sequer oferece uma visão privilegiada do espetáculo é um escárnio com a grande maioria do povo brasileiro e um tremendo contra-senso.
Notem que nem falo da torcida palmeirense, mas sim da população em geral, pois quem se esforça na luta diária para garantir que o salário acompanhe o mês não tem como pagar valor tão elevado.
Só que aqueles que podem não querem ser tratados como gado; não querem ficar um jogo inteiro de pé; não querem ficar impossibilitados de ir ao banheiro; não querem ter uma visão péssima da partida. Querem ter a garantia de seu lugar no estádio; querem ter facilidade na compra do ingresso, etc.
Em suma, o desejo de “elitizar” algo deve ser compatível com o que é oferecido. Se o máximo que se oferece é a possibilidade de um grande espetáculo de futebol, deve-se, necessariamente, cobrar um valor compatível com a única coisa oferecida.
A grande verdade é que a única coisa que será alcançada pela equivocada iniciativa da diretoria em aumentar do preço dos ingressos é o afastamento do torcedor mais humilde, sem a contrapartida da chegada de pseudo-endinheirados.
Não que o Palmeiras ou qualquer outra entidade esportiva detentora de um estádio não deva oferecer o básico em questão de acessibilidade, segurança, alimentação e higiene. Só que para se cobrar além do mínimo deve se dar uma situação diferenciada.
E é justamente isso que demonstra a incoerência na iniciativa de aumento de ingressos, não é proporcionado nem o mínimo, mas busca-se o freqüentador diferenciado.
Deve-se considerar, também, que a iniciativa de aumentar os valores dos ingressos não guarda nenhuma relação com a qualidade do time do Palmeiras. Não se está cobrando mais para se manter o Valdivia, ou coisa que o valha; está se cobrando mais para instituir uma torpe política de “elitização” dos freqüentadores do Palestra Itália.
Por fim, se a diretoria do Palmeiras pretende cobrar valores totalmente fora da realidade brasileira nos ingressos dos jogos do Campeonato Brasileiro, ela deve estar pronta a oferecer além do mínimo de conforto e higiene, condições diferenciadas de acesso e permanência no estádio.
Ou seja, ela deve estar absolutamente pronta a adiantar o projeto de reforma do estádio, que vem ao encontro dessa idéia de “elitização”, tão comum na mídia esportiva e na cabeça de alguns dirigentes, sendo oposta à essência de um esporte popular.
Não vou entrar nessa discussão, pois demanda um estudo sociológico, só digo que quem não tem capacidade para sequer ofertar a compra de ingressos para grandes espetáculos, não pode querer cobrar como se dirigisse o Scala de Milão.
COMEÇOU O MAIOR NACIONAL DO PLANETA!!
Por Adriel Francisco
Estudante de Jornalismo
ONG Pró Palmeiras
Podem me falar o que quiser, podem discutir comigo, me xingar, mas uma coisa é fato:
O Campeonato Brasileiro é o maior nacional do mundo, e eu poderia enumerar as razões:
1 - Um dos Campeonatos mais longos do mundo, se não for o mais. Disputado em oito meses, do dia 11/05 até 07/12 em 38 rodadas em turno e returno.
2 - Campeonato de pontos corridos, eu particularmente amo pontos corridos, porquê cada jogo é muito importante, isso é atrativo. as vezes, acontece como no ano passado, um time ser campeão faltando 5 rodadas, porém isso é méritos dele, que foi muito melhor que os outros, e além disso, tivemos brigas por rebaixamento e vaga nas competições continentais até a última rodada.
3 - Campeonato Mata - Mata pode ter muita emoção nas finais, mas eu não acho justo o time disputar todo um campeonato, pra depois zerar tudo e começar um mata - mata, que por ventura, pode premiar uma eventualidade.
4- Sem dúvida nenhuma, é o campeonato mais concorrido e equilibrado, enquanto na Europa, por exemplo, os vencedores são sempre os mesmos, aqui um time nunca foi tricampeão seguidamente, temos mais de 10 times que podem chegar ao título.
5- Ao meio do ano, geralmente, os times perdem suas estrelas, são obrigados a se recompor, o que acaba gerando mais emoção, mas isto é um erro, culpa de um calendário mal formado. Talvez o maior contra do Brasileirão.
Enfim, um campeonato que premia o mais regular.
Sobre os times, eu aponto 6 favoritos: Palmeiras, São Paulo, Internacional, Flamengo, Fluminense e Cruzeiro.
Quem chegará? Torcemos pelo Palmeiras, mas só o tempo dirá.
UM POUCO DA HISTÓRIA...
Por Fábio Finelli
Jornalista
ONG Pró Palmeiras
O ano era 2001. Palmeiras e Santos jogariam no Palestra Itália numa tarde ensolarada, mas fria. Num canto do bar, eu bebia uma cerveja e comia um salgado quando apareceram até mim Eduardo Del Picchia e Ronaldo Paiva. Dois meros desconhecidos. Até aquele instante.
Com o e-mail dos dois em mãos, fui para o jogo. O Palmeiras venceu. Resultado insignificante em tempos sem perspectivas. O que restou daquele período, cultivado até os dias atuais, foi a amizade verdadeira num período de escuridão. E isso não teve preço.
Muitas eram as reuniões. Algumas sem fundamento, outras utópicas, mas todas em torno de um único objetivo: a reconstrução e a modernização de um gigante adormecido chamado Palmeiras.
Não sabíamos, de fato, o que o futuro nos reservava. O desespero batia a cada derrota, a cada campeonato perdido. Na medida que o tempo ia passando, a angustia aumentava. A dor era tamanha que machucava o coração de cada apaixonado palmeirense. A pergunta que restava: "Será que vai dar?".
Toda aquela luta, porém, não foi em vão. De grão em grão, algo de importante ficou registrado. E continua sendo colocado em prática por quem realmente entende e segue querendo o bem do campeão do século.
Foi na Pró-Palmeiras, sim, que tudo começou.
Deixo aqui o meu singelo agradecimento pela força e apoio recebido nesse período.
E os parabéns pelo surgimento desse site, que certamente vem para acrescentar num mundo tão fantástico que é o do Palmeiras na internet.
Fábio Finelli, 26 anos, trabalhou 8 anos na TV Globo e 3 anos e meio no site ArenaFC - www.arenafc.com. Atualmente, é assessor de imprensa da Sociedade Esportiva Palmeiras.
NO LUGAR CERTO E NA HORA CERTA!
Por Toninho Blanes
Radialista
ONG Pró Palmeiras
Amigos Campeões do Século
e Paulista 2008:
Depois da emoção da conquista do Paulistão 2008 que não
ganhávamos desde 1996 inicia o Brasileirão, um campeonato que promete muito e
que desde 1994 também não sabemos o que é conquista-lo.
Hoje com a nova
filosofia de trabalho desta diretoria, o torcedor palmeirense sabe que os bons
momentos de 94 (Brasileiro), 96 (Paulista e Copa do Brasil), 99 (Libertadores)
estão de volta, e junto com este momento o objetivo maior que é conquistar cada
um destes campeonatos que serão disputados.
Acabou o sofrimento de
disputar campeonatos por disputar e de ver nossos adversários levando vantagem
em tudo comparado com o PALMEIRAS, como acontecia em anos anteriores.
Conseguimos com que nosso presidente olhasse para o futebol como se deve,
com profissionalismo, competência e colocasse no comando pessoas com
credibilidade e experiência vencedora na administração do mesmo.
Agora é o momento dos
sócios deste maravilhoso clube fazerem a sua parte e procurar eleger candidatos ao
conselho comprometidos com o trabalho e com este momento de vitórias que
conseguimos resgatar.
Não podemos deixar que pessoas que nunca gostaram
de futebol voltem a comandar o nosso PALMEIRAS, que sempre foi futebol, e só depois o
restante dos esportes.
Conto com ajuda de todos para conscientizar os
amigos sócios, que temos que ter lá dentro pessoas sérias e trabalhadoras como
nossos conselheiros, diretores e vices que fizeram de tudo para deixar você
gritar:
É CAMPEÃO!!!
É CAMPEÃO!!!
É
CAMPEÃO!!!
RECOMEÇAR… RELEMBRAR!!
Por Jota Roberto
Diretor de História da Sociedade Esportiva Palmeiras
ONG Pró
Palmeiras
Foi assim em 72, botamos
faixa num domingo e no outro perdemos na estréia do brasileiro para o Coritiba,
tarde fria igual a hoje, jogo chocho, Palmeiras irreconhecível, Coritiba jogando
e correndo mais que o aceitável, tudo igual a hoje, embora para que se confirme
a tradição, afinal naquela ano ficamos campeões brasileiros, é preciso que:
O
verdadeiro Palmeiras entre em campo a partir de agora, pois camisa amarela,
calção branco é coisa de Jabaquara.
Que o Palmeiras
imponha-se, e logo, na CBF para que não continuem mandando juiz banana em jogo
fora de casa e juiz durão quando o jogo for no Palestra.
Finalmente, que marquem
a estréia do Diego Souza. Depois de um tempão recebendo salários, tá na hora de
estrear.
TODAS AS ATENÇÕES PARA O CAMPEÃO PAULISTA
Por Eduardo Del Picchia
Profissional de Marketing
ONG Pró Palmeiras
Depois de uma conquista importante, que historicamente, quando acontece no Palmeiras, é como abrir a porteira, outros títulos vem na sequência, o time de Luxemburgo não pode e não vai se deitar nos louros, porque sabe que o Paulistão é o primeiro passo para o futuro sonhado com um presente maravilhoso. Se todo bom jogador merece provar a Europa, cada vez mais vários voltam antes e preferem ficar aqui, ganham o suficiente para fazer o pé de meia e vivem felizes, sem enfrentar racismos, costumes complicados, saudades, isolamento e frio intenso.
Pelos que se vão, muitos dólares e euros entrarão e com isso, financiarão um clube cada vez mais sólido e superavitário. E cada vez mais jogadores jovens voltam da Europa, porque o número de clubes continua igual e para absorver tanta gente, só indo se esconder na Ucrânia, Moldávia, talvez Bélgica ou Suíça, ou indo jogar nos Las Palmas da Espanha...quem quer isso mesmo, depois de 3 anos?
Depois de contratações frustradas em 2006, a diretoria de futebol se sintonizou e agora é ficar muito atenta e ativa, identificando as verdadeiras oportunidades de contratações diante de tantas ofertas de cabeças de bagre com pinta de craque, com vídeo editado de 20 minutos em 10 horas de filmagem do cara jogando... Fora, a hora é de coisa séria, e todos viveremos felizes, porque a Lusitana roda, o mundo gira e o Palmeiras, que precisa de mais uns 3 jogadores bons, voltou...
E volta em uma estréia complicada, fora de casa, nem tanto pela qualidade do rival, mas pela situação, grande título paranaense do Coritiba sobre o enjoado e decadente Patético, com a luta pelo Keirrison acirrando sentimentos, fatores que só motivam o clima desse jogão, com troca de faixas e casa lotada, sendo que os palmeirenses foram mais rápidos para esgotarem seus pouco mais de 3 mil lugares. Nosso time vai ter apoio, e se jogar o que sabe, muito fácil de se ouvir com o estádio mais calado...
Do lado do adversário, Pedro Kem? e Keirrison, nossos quase jogadores, quase craques, quase valorizados, principalmente o último faz jus ao que se fala dele, nosso futuro reforço de 20 anos é inexperiente em competições nível A, mas é bom jogador e merece cuidado, porém terá pela frente um Henrique já em um nível maior e com mais experiência, e com Gustavo ligadão e Pierre xerifão por perto, não terá vida fácil. E nosso meio, pese a natural perda de 40% de qualidade na substituição do ofensivamente excelente Léo Lima pelo irregular Martinez, pode-se acreditar que o Kem? vai ter problemas, porque Martinez, como Gustavo, está fazendo tudo para mostrar produtividade, que é o quer Luxa. E Pierre é...Pierre.

Enfim, é jogo de estréia, ainda com peso menor, mas importante pela moral do início, os bambis já perderam, Cruzeiro ganhou, importante começar bem, fica a questão da estabilidade do time, eu diria que chegará a ficar pronto, como quer Luxa, no final de junho, então ainda está sujeito à instabilidades, perda de concentração, que muitas vezes são fatais.
Entretanto, o título paulista com a maior vitória da história das finais do Paulistão, uma sonora goleada e principalmente uma vitória clara em Campinas, com estádio contra, fortaleceram e amadureceram muito o time. Não há hipótese de ocorrer o mesmo problema que em Recife, pensamento em outro jogo tipo "melhor um na mão do que dois voando" etc não existe mais, o foco é só no Brasileirão agora. Para não render o esperado, só mesmo se ainda estiver, psicologicamente, comemorando o Paulistão...não acredito, uma semana depois, já descarrega. E o Luxa é um especialista nisso, inclusive pegou no pé do único "morto" do time, Diego Souza, que disse que está ainda se adaptando porque joga em outra posição, tudo bem, não estamos reclamando de outra coisa que não seja a qualidade do passe, principalmente ofensivo, não errar passe de 3 metros e observar os companheiros é fundamental para o time fazer mais gols do que por ventura venha a tomar. E isso independe de estar mais recuado.
E assim lá vamos nós para um jogo com condições de vitória palmeirense, que seria a 10ª fora de casa só esse ano, ou seja, nada de novo, ainda mais com o time palmeirense sendo melhor, o que também não é nada de novo, se tiver equilíbrio, ganha. Luxemburgo dessa vez teve tempo para focar seu time e o Palmeiras arranca com uma imagem e moral que ainda não teve nesse século. Ganhou o estadual mais difícil e qualificado, derrotou bicha-papão, tem um grupo que mostrou que sabe se focar, cada vez mais completo, com peças de reposição novas, recém comprovadas e motivadas, se livrou de jogadores medianos-irregulares, tanto fantasmas da era mustafista como tentativas desesperadas palaianas-2005 e cipullenses-2006 e vai ainda se fortalecer, ou seja, segue com estigma de vencedor, o time a ser batido.
Será uma longa competição, o arranque não diz muito ainda, o 1º de 38 jogos não é parâmetro para nada, mas o Palmeiras de Luxemburgo, depois de 7 dias de intervalo, com 1 dia de festa, 2 de descanso e 4 de treinos, vai com tudo. E a gente com ele.
A ALQUIMIA PERFEITA
Por Marcel Ribeiro de Castro
Biomédico
ONG Pró Palmeiras
A enxurrada de tópicos
recentes sobre o Marcos neste blog que causou espanto no amigo Ronaldo em
detrimento da falta de colunas sobre os outros excelentes jogadores no time, e a
recente admiração ainda maior de nosso torcedor pelas atitudes nosso goleiro não
me surpreendem. As atitudes dele que ainda causam espanto a muitos, a mim causam
apenas felicidade, a sensação de alquimia perfeita, encontrada... de estar
assistindo um privilegio e ter e sentir sensações únicas por esse, motivo.
Desculpe Ronaldo, mas nem poderia ser diferente... E me desculpem os
outros, e quem discorda disso, mas o Marcos é de outra dimensão e não me refiro
aos seus excelentes dotes técnicos, ele pulsa no mesmo ritmo do
Palmeiras, ou o Palmeiras que pulsa no mesmo ritmo do Marcos...
Desculpem-me também os excelentes historiadores da Pró e outros que vão
discordar de mim, mas o Marcos é o único jogador na nossa historia que é o
Palmeiras. Não houve sequer um jogador que chegue perto da identificação e
da alquimia que Marcos tem com o time, com a instituição Palmeiras e que ambos
tem com o goleiro, incluindo aí todos os nossos monstros sagrados do passado.
Quando pensamos no Marcos, pensamos e vemos nele todas as qualidades e
defeitos que gostaríamos que todos tivessem e que gostaríamos que nosso time e
instituição tivessem, a todo o tempo em seus 94 anos de história.
O Marcos é o Palmeiras em
forma humana, a personificação do clube, como era Ademir da Guia...
Mas
ao contrario do Ademir que costumava ditar o ritmo, do Palmeiras, fazendo-o ir
no ritmo desejado, o Palmeiras é que pulsa no ritmo do Marcos. Palmeiras este,
que sofre ou se alegra conforme o estado físico e espiritual de seu goleiro.
O Marcos, ou melhor, o coração do time, sofre quando o corpo (Palmeiras)
não está bem, e sempre trabalha acima da sua capacidade no limite neste caso,
tal qual um coração sobrecarregado, quando lida com um corpo, que exige mais
sangue e oxigênio, com algum problema.
Da mesmíssima forma, o corpo
(Palmeiras), sofre muito se seu coração (Marcos) está com problemas, tal qual
quando uma pessoa e seu corpo sofrem se seu coração não está bem, como quando
está, por exemplo, com um quadro de insuficiência cardíaca...
Essa é a
diferença, entre o Marcos e os outros ídolos de nosso Palestra.
O Ademir
da Guia era como um marca passo que dita o ritmo do coração, ou como o cérebro
que comanda todas as funções do corpo. O Marcos é o coração em si, a alma
palestrina espelhada em um goleiro, com todas as suas virtudes e
características, sofrendo se sacrificando ou se alegrando conforme o estado e
situação do time, como nos corações e na alma de seus milhões de torcedores.
Por tudo isso é que
grande parte da torcida tem a veneração e o carinho imensos pelo Marcos, embora
eu tenha certeza, que muitos não percebam conscientemente a causa desta
veneração. O espanto e a admiração de muitos torcedores e jornalistas, com a
recente preleção do goleiro antes da finalíssima contra a Ponte, decorrem do
fato do torcedor identificar inconscientemente no Marcos, a alma palestrina
espelhada... E a identificação, esta talvez mais consciente, de um coração, que
pulsa no peito do goleiro, na mesma freqüência cardíaca, motivação e paixão, do
coração de nosso torcedor, a mesma paixão que nosso torcedor devota ao nosso
time.
Por causa disto, Marcos é um ídolo muito diferente dos outros
ídolos do Palestra. Ele não é apenas a personificação do clube, como alguns
outros ídolos da gloriosa historia do clube. Ele é também a alma do Palmeiras, a
alma dos torcedores palestrinos, pulsa no ritmo do coração dos torcedores, e o
Palmeiras em si pulsa no ritmo do Marcos, que também pulsa no ritmo necessário
ao Palmeiras e pelo Palmeiras, em uma alquimia perfeita.
Certamente,
várias pessoas discordarão destas minhas assertivas, ou não perceberão a
alquimia neste caso específico. Mas estas só sentirão a real falta do Marcos e
um vislumbre leve de sua grandeza quando este aposentar as chuteiras e depois
disto.
Nota do Autor: E ALÉM DE TUDO O MARCOS É UM BAITA GOLEIRO!...
EDITORIAL DO PRESIDENTE
Por Affonso Della Monica Neto
Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras
Pela Assessoria de Imprensa - Fábio Finelli
Prezado Palmeirense,
Sei bem que dentre as funções que competem ao presidente de um clube da grandeza e magnitude do nosso está administrá-lo como um todo. Afinal, além do futebol - ontem, hoje e para sempre - o carro-chefe do nosso Verdão, existem dezenas de outras modalidades que mantemos e que muito também nos orgulham com os feitos que obtém. Além disso, não se pode esquecer do social, das obras, do marketing, das parcerias, enfim, de tudo o mais que fazem da Sociedade Esportiva Palmeiras o gigante que é.
E embora em nenhum momento eu tenha me esquecido de tudo isso, peço a licença para restringir o tema do editorial. Voltar a vencer o Campeonato Paulista após muitos anos teve um sabor especial para mim, pois foi também um Paulistão - de 1947, a primeira conquista que comemorei como torcedor.
Mas tal feito, claro, transcende em muito o âmbito particular. Ele foi fruto de um exemplar trabalho desenvolvido pelos integrantes da Comissão Técnica, que souberam trabalhar, treinar e comandar um grupo de jogadores de primeiríssimo nível, tanto profissional quanto pessoal. Não me refiro a este ou aquele atleta, mas sim ao elenco como um todo. Senti nesse grupo que obteve o 22o. título regional de nossa história uma total identificação com as nossas cores, fato que no meu modo de entender foi fundamental para que obtivéssemos a taça de maneira tão brilhante e indiscutível. Minha presença em todos os jogos do Campeonato Paulista e nas concentrações foi importante para essa conclusão.

O levantar de mais esse troféu, que em muito engrandece a já riquíssima história palmeirense, prova que quando um trabalho é feito de maneira planejada, quando se investe de forma correta e, principalmente, quando se coloca em cada lugar o homem e o profissional corretos, geralmente se atinge o objetivo a que se propôs. E é desta forma que trabalhamos desde o primeiro dia do nosso primeiro mandato, em janeiro de 2005: administramos em conjunto, ouvindo os pares e às vezes também, pois estes podem ajudar com críticas, desde que construtivas.
Agora que mais uma faixa já enfeita o peito de cada um dos milhões de palmeirenses espalhados por todo o planeta, quero deixar aqui o meu compromisso de continuar a investir e a priorizar o futebol. Até o último dia de minha gestão, caberá a este esporte os maiores investimentos, na tentativa de torná-lo cada vez mais vencedor.
Assim, informo que tudo o que estiver ao alcance desta diretoria será feito para que neste segundo semestre, que já se aproxima, o Verdão continue não somente a lutar pelos títulos, mas sim também a conquistá-los. Até porque a verdade é bastante clara: neste momento, o Campeonato Paulista de 2008 já é passado, novos e dificílimos desafios se avizinham e temos de estar preparados para eles. Por fim, quero de público parabenizar cada torcedor do Palmeiras por mais esta taça obtida. Você, mais do que qualquer um de nós, merece o título de campeão paulista de 2008.
NO DIA QUE SÃO MARCOS CHOROU DE EMOÇÃO EU GRITEI:
É CAMPEÃO!!!
Por Emerson Luppi
Colunista
ONG Pró Palmeiras
A bravura não consiste em não cair nunca, mas em levantar cada vez que se cai. Esta frase se enquadra perfeitamente para um homem, chamado Marcos, que defende as cores do Palmeiras de uma maneira que poucos fizeram.
Ainda no vestiário, às vésperas de uma conquista de grandeza para ele inestimável, São Marcos derramou “lágrimas de sangue”. Um sangue semelhante ao de todo torcedor palestrino que, assim como ele, não aceitava outra coisa senão a conquista do título. Um sangue vitorioso do guerreiro que, assim como o glorioso clube que ele defende, deu a volta por cima se colocando novamente no lugar mais alto do podium.
Suas palavras, tão emocionantes quanto empolgantes, transformaram suas lágrimas em uma substância fundamental para que o Palmeiras, através de seus jogadores, transformasse um jogo difícil em uma goleada histórica e incontestável.
Comemore nação palestrina. O Palmeiras é campeão!
Após o apito final, enquanto São Marcos correu em direção a torcida que pacientemente aguardou por aquele momento, eu corri para a rua com meu bandeirão, que minha mãe “pacientemente” ficou até as duas horas da madrugada de sábado para domingo costurando para mim (obrigado mãe!), para se juntar com outras centenas de palestrinos loucos para extravasar novamente a alegria da conquista de um título, como há tempos não fazíamos. E por nossa festa ter levado esse injusto tempo para acontecer de novo, aproveitamos para prolongá-la até tantas horas da noite.
Na segunda-feira, diferentemente das outras chatas e rotineiras segundas-feiras, eu acordei sorridente e feliz. Lembrei de quanto o domingo havia sido especial. Recordei da alegria de todos os palmeirenses na rua, que exibiam orgulhosos suas camisas e suas bandeiras alviverdes, que desfilavam em seus carros ao som de buzinas e do hino do Palmeiras.
Me toquei também que aquela festa toda aconteceu nos quatro cantos do país. Que aquela alegria toda e que todos aqueles sorrisos estampados no rosto dos palestrinos estavam espalhados pelo Brasil inteiro.
Foi então que eu percebi a importância gigantesca daquele choro emocionado e das palavras fortes do Marcão, inclusive se dispondo a se “quebrar” tudo de novo, pela conquista desse importante título. Ele sabia que o que estava em jogo ali não era apenas a sua felicidade, ou a felicidade dos outros jogadores, do técnico, da diretoria ou dos patrocinadores. O que estava em jogo ali era também a felicidade de uma nação inteira.
Portanto, chore São Marcos. Chore de emoção, chore de alegria porque você merece, bravo herói. E sorria mais ainda, porque o Palmeiras que você tanto ama renasceu, e você é o símbolo maior do nosso renascimento. O símbolo de uma torcida apaixonada pelo Palmeiras que você tão bem representa.
O seu choro é o nosso choro. A sua felicidade é a nossa felicidade.
O seu sentimento é o sentimento dessa família de 15 milhões de irmãos, que neste fim de semana soltou 15 milhões de gritos de “É campeão! É campeão!”
Obrigado, São Marcos!
Obrigado, Palmeiras!
E avante sempre, porque novas conquistas nos esperam.
É campeão... É campeão... É campeão...
“Fingiram pena de mim, não precisava...
Ali onde eu chorei, qualquer um chorava,
Dar a volta por cima que eu dei,
Quero ver quem dava.“
HISTÓRIA DE CAMPEÕES:
DEPOIS DA GUERRA, A GLÓRIA!!
Por Adriel Francisco
Estudante de Jornalismo - Araraquara
ONG Pró Palmeiras
Enfim, conquistamos o Paulistão, e reforço as palavras de Gilberto Cipullo, “Com dez anos de atraso”.
O duelo com a Ponte Preta só serviu para mostra que o campeonato paulista havia se decidido nas semifinais, contra o São Paulo.
Palmeiras e Ponte têm uma diferença oceânica, em todos os sentidos, investimentos, história, jogadores, comissão técnica, estrutura, enquanto a Ponte gastou 1 milhão de reais neste campeonato, o Palmeiras investiu 50 milhões de reais, e o que se viu foi a diferença nas finais, em 180 minutos, o placar geral apontava Palmeiras meia dúzia, Ponte Preta 0.
Para o início do Brasileirão, brota o otimismo em cada coração palestrino, a esperança de conquistas voltou, o que não se via há algum tempo pelo lado palmeirense. A equipe chega forte para disputa de títulos, sendo um dos favoritos, e campeonatos por pontos corridos, que sempre premia a equipe mais regular, é especialidade da forte equipe do Palmeiras.
Mesmo que algumas peças saíam, outras chegarão. Pois a parceria viu o quanto é lucrativo esse investimento, em apenas 3 meses, conseguiu valorizar em 300% o passe do zagueiro Henrique, por exemplo, comprado por 5 milhões de reais e que já tem propostas de 20 milhões, porém, ainda pode se aumentar esse valor, caso fique e vá para as olimpíadas. Enfim, é retorno garantido.
Emocionantes palavras do nosso grande ídolo, antes de entrar em campo no domingo contra a Ponte:
"TANTO TEMPO QUE EU FIQUEI QUEBRADO NO VESTIARIO FAZENDO TRATAMENTO PRA VOLTAR. EU ME QUEBRO TUDO DE NOVO, JURO POR DEUS, EU ME QUEBRO TUDO DE NOVO MAS NÃO VOU PERDER PRÁ ESSA PONTE PRETA NEM A PAU! NEM A PAU!!
QUEBRO MINHA PERNA, QUEBRO MEU PESCOÇO SE TIVER QUE QUEBRAR DENTRO DESSA MERDA, EU NAO VOU PERDER, PORQUE EU SEI O QUE EU SOFRI PRA TÁ AQUI E EU SEI O QUE VOCÊS SOFRERAM TAMBÉM.
ENTÃO VEJAM, EU NAO VOU TER MEDO DE ERRAR, SE EU ERRAR, FODA-SE. MAS EU VOU ARRISCAR VÉIO, QUE NEM CONTRA O SÃO PAULO. SE EU TIVER QUE JOGAR DE LÍBERO EU JOGO NESSA PORRA, MAS EU NÃO VOU PERDER,EU NÃO VOU PERDER, PORQUE A GENTE SABE O QUE FEZ PARA ESTAR AQUI!"
PRECISA FALAR MAIS ALGUMA COISA?
HISTÓRIAS DE CAMPEÕES:
QUEBRA DE PROMESSA...
Por Sérgio Panico
Movimento Muda Palmeiras
ONG Pró Palmeiras
Quem já me conhece sabe que tinha uma promessa de não pronunciar nem de escrever o nome do nosso técnico.
Estava convicto que mesmo ele treinando o Verdão novamente, essa promessa eu cumpriria, afinal de contas, são 6 anos falando apenas Malledetto.
Mas a vida, a vida é uma caixinha de surpresas, já dizia Joseph Climber.
Quase 9 anos depois de gritar é campeão pela última vez (série B não conta), estava eu confiante no título, mas deprimido com a eliminação contra o Sport, mesmo sabendo que o ser humano não tem uma chave pra desligar os pensamentos, achei a partida um tormento. Não culpo os jogadores pela atuação, pois realmente não dava pra desligar. Mas o comandante foi estranho: Trocou lateral por, hum, hum, sei lá não dá pra definir o que é o Makelele. Depois trocou volante por volante. Digamos, estranho. É óbvio que já gritei um “Malledetto” no jogo.
De quinta a domingo foi um martírio. Atravessar esses dias, sem nem mesmo computador para conversar com meus amigos palmeirenses foi difícil. Queria entender o que tinha acontecido com o técnico.

Domingo enfim chegou e como não tinha ingresso, fui ver o jogo na casa de meu irmão.
Festa verde, será??? Meus sentimentos se confundiam entre a certeza do campeonato e as decepções passadas.
Trinta e oito minutos do segundo tempo, aquele Malledetto levanta do banco e caminha para os vestiários, como é de seu costume. Ao invés de sair da minha boca o grito “ensaiado” Ah, é Malledetto !!! Ah, é Malledetto !!! Saiu do coração um Ah, é Luxemburgo, Ah, é Luxemburgo. Meus irmãos olhavam pra mim incrédulos com que estavam ouvindo. Fazia seis anos que não pronunciava esse nome. Minha alma estava lavada, o Malledetto, ops (é o costume), o Luxemburgo perdoado e nós palmeirenses finalmente Campeões.
Parabéns a todos. Definitivamente estamos de volta.
É CAMPEÃO… É
CAMPEÃO!!!
Por Jota Roberto
Diretor de História da Sociedade Esportiva Palmeiras
ONG Pró
Palmeiras
Foi fácil entender,
agora, o que houve quarta feira no Recife: TREINO DE LUXO.
Vai
para o Guiness. Já tínhamos treino com maior público contra o São Caetano, e
agora temos o treino mais longe da sede: RECIFE.
Em tempo: para
desespero dos dirigentes daquele time menor do Sport, foi para treinar mesmo que
fomos ate lá.




ABRAÇO A UM
DESCONHECIDO Por Custódio Dias Jornalista Tenho uma visão
particular sobre a importância do abraço. Abraço é a manifestação física dos
sentimentos.
ONG Pró Palmeiras
Abraço de conforto, de amizade, de despedida, de
reencontro; abraço nos filhos (como os de hoje, para festejar o título), abraço
depois do amor... Nada pode ser tão gostoso e profundo do que um abraço sincero.
Nesta semana que antecedeu a Final, pensei em vários assuntos para
escrever. Na volta gloriosa do Marcos, dos títulos que virão em abundância
agora, do nosso Mago e etc.
Mas, quando o árbitro terminou o jogo e o
grito de campeão retumbou em todos os cantos do país - sem que forçasse a minha
memória, sem intenção - me veio esta vontade de falar sobre um abraço em
particular.
Era segunda-feira. A pior da minha vida, pois era
simplesmente o “day after” do nosso rebaixamento em 2002. Mesmo com a tristeza
de acordar e perceber que o fato não era fruto de um pesadelo, não me contive.
Fui trabalhar vestindo nosso Manto, já sabendo que enfrentaria uma avalanche de
gozações dos “amigos”.

Já era de tarde quando me
dirigi ao banco. Na rua mais movimentada da Lapa, Zona Oeste da Capital, a
multidão me olhava com mais espanto que escárnio. Foi quando percebi que um
indivíduo se aproximava contrário a minha direção, também trajando uma camisa do
Palmeiras. Quando chegamos perto um do outro, de forma instintiva, nos abraçamos
por instantes, sem que nenhuma palavra fosse proferida. Antes de retomarmos
nossos destinos, descobri nas lágrimas no rosto, outra coincidência além da
camisa.
A verdade é que naquele momento eu percebi que eu era um
palmeirense único, assim como todos.
Foi um abraço de compaixão, mas
também de esperança. Senti que neste abraço, estávamos tentando demonstrar que
aquele era um momento passageiro de tristeza. Que voltaríamos ao nosso lugar.
Até hoje me pergunto se aquela pessoa existiu mesmo ou era a
personificação de milhões, que o “Cara lá de cima” me enviou para saciar o meu
desejo de abraçar todos os palmeirenses da terra.



Mas, porque falar
justamente neste dia de alegria, de título, na passagem mais triste de nossa
história? Simples. Porque da mesma forma que compartilhamos a dor, eu gosto de
imaginar que esta pessoa esteja feliz como estou agora.
“UMA ALEGRIA
PARTILHADA É UMA DUPLA ALEGRIA, UM DESGOSTO PARTILHADO É UM MEIO DESGOSTO”.
Jacques Deval
Sei que provavelmente eu nunca mais saberei quem
era esse individuo, mas considerando que seja autêntico - como naquele dia - o
sentimento de que ele seja a extensão de toda a Nação Esmeraldina, esteja onde
estiver eu lhe peço:
Sinta-se abraçado!
Desta vez, sem
aquele gosto amargo, sem aperto no coração. Desta vez, um abraço redentor, de
quem nunca deixou de acreditar que era uma questão de tempo, de luta e de amor
para que voltássemos a “ser Palmeiras”.
A dureza do prélio não
tardou!!
E para completar o post, abaixo vemos o final do que o Jota nos enviou em seu Pós Jogo, onde ele manda você escolher o grito e soltar a voz:
AQUI É PALMEIRAS,
PORRA!
PALMEIRAS MINHA VIDA É VOCÊ
ENQUANTO HOUVER PALMEIRAS
SEMPRE PALMEIRAS
FORZA PALESTRA
VAI PALMEIRAS, CAMPEÃO
FORZA VERDÃO
DÁ LHE PORCO
MEU PIRIQUITINHO VERDE
PRÓ-PALMEIRAS
VAI PALMEIRAS
É CAMPEÃO!
DÁ LHE
ACADEMIA!